Consolação: conheça a história da igreja que dá nome ao bairro paulistano

  • 29/10/2021
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Consolação: conheça a história da igreja que dá nome ao bairro paulistano

Então localizada no limite municipal, paróquia recebeu este nome pois era ponto de parada para viajantes receberem um consolo antes de seguirem caminho

No final do século 18, quando a Igreja Nossa Senhora da Consolação e São João Batista foi construída, os limites municipais de São Paulo ainda se restringiam à área que hoje forma o Centro da capital.

Ainda uma capela, foi erguida em uma via esburacada e pantanosa que era chamada Caminho dos Pinheiros, onde hoje fica a rua da Consolação, que atravessa o distrito de mesmo nome.

Mais especificamente, ela foi construída em 1799 no local onde atualmente está o Cemitério da Consolação, e existe um motivo para a paróquia ter cedido o espaço ao sepultamento de finados e sido transferida para o seu endereço atual, no número 585 da rua Consolação, com os fundos para a praça Roosevelt.

Abrigo de enfermos

Além da orientação espiritual dos fiéis, a capela logo revelou sua vocação para cuidar de pessoas em situação de necessidade.

Tanto que, na metade do século 19, formou-se a Associação Nossa Senhora da Consolação e São João Batista com o propósito de cuidar do templo, nessa época já uma paróquia com instalações maiores e mais sólidas, e de dar assistência à comunidade.

Durante as epidemias de cólera e doença de Hansen, o templo sagrado tornou-se abrigo para os enfermos, não se abstendo de enterrar as vítimas fatais em seu interior, como era comum entre as igrejas da época.

Já criticada por higienistas, a prática foi tema de debate da Câmara Municipal e no final do século 19 foi decretado que o terreno da paróquia cederia espaço ao Cemitério da Consolação e que a igreja seria reconstruída em seu endereço atual.

Bênção dos viajantes

Onde hoje é a praça Roosevelt, no começo do século 19 começava uma estrada de terra usada por latifundiários e barões de café, sobre cavalos ou a bordo de carruagens, que ia parar em Sorocaba.

Com o destino a cerca de 100 km da capital, a viagem podia levar dias e oferecia perigos naturais, como inundações e desmoronamentos, e deixava o viajante suscetível a saqueadores.

Muitos fiéis se sentiam mais seguros recebendo uma bênção – ou um consolo – antes de pegar estrada. De modo que a igreja foi informalmente chamada de Consolação.

Um padre agostiniano parou para participar de uma missa antes de seguir para o interior e deixou sobre o banco a escultura de madeira com a imagem de Nossa Senhora da Consolação que deu o nome oficial à igreja – e depois o cemitério, a rua e o bairro.

Depois de transferido para o Pátio do Colégio, então principal igreja da cidade, o artefato hoje pode ser admirado no Museu de Arte Sacra de São Paulo.


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